Visitantes

Seguidores

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Onde descartar aparelhos eletrônicos

Saiba o que fazer com seu computador velho ou seu celular trocado

Anna Carolina Oliveira | 24/01/2012
Lixo eletrônico - Descarte de computador-Cada coisa no seu lugar: saiba onde jogar fora seu lixo eletrônico
Cada coisa no seu lugar: saiba onde jogar fora seu lixo eletrônico.

Com o avanço da tecnologia, não demora muito e seu computador fica defasado. Ao trocar a máquina, eis a dúvida: o que fazer com o PC antigo? Livrar-se do aparelho vira uma tarefa mais complexa do que pagar as prestações do notebook novo.

Essa é uma das razões para o aumento do volume de lixo eletrônico gradual no Brasil. Segundo o último estudo divulgado pela ONU, o país é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre as nações emergentes.


Com um pouco de boa vontade, porém, é possível ajudar o meio ambiente. A cidade de São Paulo já oferece algumas alternativas e soluções para o descarte consciente dos gadgets, como o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (CEDIR). Só entre janeiro e junho do ano passado, o galpão de reciclagem eletrônica da USP recebeu 42 toneladas de equipamentos (1.439 monitores, 1.202 CPUs e 511 impressoras).

Para deixar seus equipamentos lá, basta agendar uma visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454. Vale ressaltar que o local recebe apenas lixo eletrônico de pessoas físicas.


Outra opção é entrar em contato com o próprio fabricante da máquina. Empresas como DELL, HP, Positivo e Itautec fazem a coleta do equipamento antigo. Todas oferecem o serviço de graça, mas antes é preciso que seja feito um agendamento por telefone ou e-mail. Fique atento apenas aos detalhes. A HP, por exemplo, só recolhe cartuchos de impressa se o cliente entregar um mínimo de cinco unidades do de toner ou dez unidades do de tinta.

Há ainda na internet o site E-LIXO MAPS, uma iniciativa do Instituto Sergio Motta em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A ferramenta indica os pontos de coleta mais próximos do local consultado — hoje, são aproximadamente 3.000 postos cadastrados. Basta digitar o endereço e selecionar o tipo de lixo a ser descartado (bateria de celular, videogames, brinquedos, caixas de som, calculadoras etc.). Vale ressaltar que a maioria não possui o serviço de coleta, portanto o usuário deve ir ao endereço indicado.
E se não houver pontos de descarte no meu bairro?

Além do Centro de Descarte da USP, do E-LIXO MAPS e dos fabricantes que recebem eletrônicos, a Prefeitura de São Paulo possui uma central de triagem de eletroeletrônicos para recebimento e tratamento destes materiais. A Coopermiti está instalada na Rua Doutor Sérgio Meira, 268, em Santa Cecília, na Zona Oeste, e realiza coletas aos sábados na região da Lapa e do Campo Limpo. O descarte dos eletrônicos também pode ser feito no Parque da Previdência (Rua Pedro Peccinini, 88, Jardim Ademar — Santa Cecília) e no Luiz Carlos Prestes (Rua João Della Manna, 665, Rolinópolis — Butantã).

Há ainda outra opção. O paulistano pode agendar o recolhimento de materiais pelo telefone 3666-9014. Mas, atenção: neste caso, a Coopermiti só vai até o local se for para recolher grande quantidade de lixo eletrônico ou no caso de materiais maiores, como refrigeradores.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clientes adotam bolsas 'fashion' no lugar de sacolas de supermercados.

Beleza, design e durabilidade atraem consumidores das ecobags.
Sacolas plásticas saem de circulação a partir desta quarta (25) em SP.
 

O casal Roberta Urada, de 32 anos, e Luiz Felipe Aguiar, 34, que escolheram suas ecobags levando em conta a beleza das estampas e o design (Foto: Rafael Sampaio/G1) 
O casal Roberta Urata, de 32 anos, e Luiz Felipe Aguiar, de 34, escolheram suas ecobags levando em conta a beleza das estampas e o design. Eles pretendem levá-las para a Austrália (Foto: Rafael Sampaio/G1).
 
 Estampas coloridas, design diferenciado, beleza e durabilidade. São essas as características que os consumidores estão levando em conta na hora de comprar bolsas reutilizáveis, as chamadas ecobags, para substituir as sacolas plásticas tradicionais nos mercados de São Paulo. A partir desta quarta-feira (25), a maioria dos supermercados do estado deixará de fornecer as sacolinhas. 
 
O design e as cores das bolsas de ráfia do Pão de Açúcar da Vila Clementino, na Zona Sul, atraíram o arquiteto Luiz Felipe Aguiar, de 34 anos, e a administradora Roberta Urata, de 32. Eles moram na Austrália e decidiram levar duas ecobags "fashion" para o país, para onde voltam na próxima semana. "Me parece um bom produto. Se você fizer uma coisa bacana, que não é só prática, mas também bonita, as pessoas vão querer mais e vão comprar", ressalta Aguiar.

O casal, que vive há seis anos em Perth, na parte ocidental da Austrália, afirma que as bolsas de lá rasgam com facilidade. "Eles não fornecem sacola plástica de maneira alguma nos mercados de lá. As que você pode comprar no supermercado são mais frágeis que essas daqui [de ráfia], elas são feitas de um tecido parecido com feltro", diz o arquiteto. Roberta elogia as fotos em close de frutas e as cores das ecobags.
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, afirma escolher suas bolsas pela cor - ela tem mais de dez em casa. Na hora das compras no supermercado, ela levava duas ecobags vermelhas. "Eu procuro cores alegres, imagens interessantes. Eu tenho de várias cores, mas adoro vermelho", diz, rindo.
Arte sacolinhas (Foto: Editoria de Arte/G1)
A resistência dos materiais também faz diferença para Marina. "Uso algumas bolsas [de outras lojas], quando são fortes, de um material que você consegue pôr bastante peso", afirma. Ela considera que as ecobags ajudam a ser mais objetiva no supermercado e evitar compras desnecessárias. "Eu levo menos coisas, o que é bom, eu controlo o que é necessário [comprar]."
Apesar de não estar com a sua ecobag preferida, a advogada Luciana do Rosário Pires, de 33 anos, afirma que a estética faz diferença na hora de comprar as bolsas. "Carregar no ombro uma ecobag mais bonitinha é melhor do que levar as sacolinhas de plástico na mão", diz.

O G1 percorreu supermercados de três redes (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonda) e encontrou ao menos oito tipos diferentes de bolsas reutilizáveis - feitas de lona, de algodão, de plástico reciclado de garrafas PET, de tecido TNT e de ráfia (tipo de plástico, também conhecido como polipropileno). Os preços variam de R$ 1,99 a R$ 13,90.

A orientação dada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) é que as redes ofereçam ao menos um tipo de sacola a preço de custo. Existem também outras opções: carrinhos com bolsas adaptadas, caixas de plástico dobrável, caixas de papelão e sacolas biodegradáveis (chamadas também de biocompostáveis). Em todos os supermercados havia caixas de papelão gratuitas à disposição dos clientes e sacolas biocompostáveis - vendidas a R$ 0,19, em média.
A terapeuta corporal Marina Allodi, 42, escolhe as ecobags pela cor e tem dez modelos diferentes em casa (Foto: Rafael Sampaio/G1) 
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, escolhe as ecobags pela cor e tem dez modelos diferentes em casa (Foto: Rafael Sampaio/G1).
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fabricantes de sacolas "verdes" reduzem custos e brigam por mercado milionário

Sacolas biodegradáveis mais baratas abrem espaço para supermercadistas terem lucro com fim da distribuição gratuíta em São Paulo a partir desta quarta.

Foto: AE Ampliar

Cerca de 5,2 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas em São Paulo todos os anos. Os fabricantes de sacolas plásticas andam vivendo dias de aparente indecisão. De um lado, gritam quase em uníssono pela voz de sua entidade de classe – a Abief – que o acordo entre os supermercados e o Estado de São Paulo é apenas um engodo à população, que tem como objetivo verdadeiro melhorar a imagem do governo e encher ainda mais os bolsos das grandes empresas que dominam o setor. Do outro, de forma bem mais silenciosa, essas mesmas empresas travam uma batalha para conquistar um mercado que promete ser crescente e lucrativo: o das sacolas plásticas biodegradáveis, eleitas por essas mesmas empresas como as inimigas número um do setor.


Feitas à imagem e à semelhança das sacolinhas tradicionais, as biodegradáveis, ou compostáveis, levam fibra natural em sua composição, em geral uma resina de amido de milho, o que lhe garantiria características menos poluentes. Pelo acordo entre a Associação Paulista dos Supermercados, a Apas, e o governo de São Paulo, elas serão as substitutas das sacolinhas tradicionais. Mas com a grande diferença de que serão cobradas pelos supermercados, e não distribuídas gratuitamente. O valor já está até definido: vai variar entre R$ 0,19 a R$ 0,25. “Será o preço de custo, até recomendamos os supermercados a colocar o valor da nota na parede”, diz João Carlos Galassi, presidente da APAS.

Essa é a promessa. Na prática, no entanto, pouca gente crê que as grandes redes varejistas irão abrir mão da possibilidade de ter lucro com a venda das sacolinhas biodegradáveis. E é por isso que a indústria de embalagens flexíveis anda tão alvoroçada nessas últimas semanas. Quase todas as grandes empresas do setor – algumas chegam a fabricar 300 milhões de sacolas tradicionais por mês – já iniciaram a produção das biodegradáveis. Apesar de praticamente nenhuma delas tocar no assunto de forma pública, todas estão correndo para reduzir os custos a fim de oferecer melhor preço aos supermercadistas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, chega a afirmar que o custo dessas sacolas será de apenas R$ 0,07, apesar de poucas empresas que fazem parte da associação que ele preside concordarem com esse valor.

Não há dúvida de que as sacolas plásticas contribuem de forma aguda para a degradação do meio ambiente e para a piora do bem estar dos moradores das grandes metrópoles brasileiras. As chuvas que transformam São Paulo em uma Veneza de mau gosto  no fim das tardes de verão são prova irrefutáveis disso. Mas não há dúvida também de que essas mesmas sacolinhas fazem parte de um negócio milionário. A estimativa é de 5,2 bilhões delas sejam distribuídas gratuitamente todos os anos apenas no estado de São Paulo. Os supermercados pagam em média R$ 0,03, o que gera um gasto anual apenas em São Paulo de R$ 150 milhões.

Com o preço praticamente tabelado pelo acordo entre a Apas e o governo de São Paulo, abre-se espaço para que as redes varejistas lucrem de forma substancial com a venda das sacolas briodegradáveis, caso encontrem quem a fabrique por menos de R$ 0,19. O que não é nada difícil. A Macropolastic, por exemplo, já o faz. Uma das grandes do setor – produz 150 milhões de sacolas plásticas tradicionais por mês – a empresa com sede em Curitiba oferece as biodegradáveis por preços que variam de R$ 0,13 a R$ 0,15, a depender do acabamento da sacola, como a impressão. “Para mim não vai mudar nada, porque o valor agregado é maior nessa sacola”, diz Valdir Amorim, gerente comercial da Macroplastic. “Mas está muito claro que eles vão lucrar com a venda delas, principalmente se seguirem a tabela da Apas”, diz ele, que já tem encomenda para produzir 20 milhões de sacolas biodegradáveis por mês.

Valdir e a Macroplastic são uma exceção no mercado. Quase nenhuma empresa do setor fala publicamente sobre o assunto, seja por não querer se indispor com a Abief, que se coloca radicalmente contra as tais sacolinhas biodegradáveis, ou para não contradizer a Apas em relação ao preço mínimo da sacola. “Não adianta, ninguém vai se pronunciar sobre o preço que está oferecendo a biodegradável, esse é um assunto tabu, mas é raro quem esteja vendendo a R$ 0,19, em geral é menos”, diz a executiva de uma empresa do setor, que, por razões óbvias, prefere se manter no anonimato. Sua empresa, por exemplo, vende as biodegradáveis a R$ 0,16 a unidade caso o pedido seja superior a 1 milhão de sacolinhas.

O valor mínimo determinado como aceitável pela Apas é outro ponto polêmico. A entidade baseou-se na experiência de apenas uma empresa para chegar aos R$ 0,19. Trata-se de Extrusa-Pack, uma empresa com sede em São Paulo e que tem como clientes os principais supermercados de São Paulo. “Não buscamos outras empresas porque essas sacolas nunca foram nosso ponto principal, tínhamos outras coisas a discutir e não tivemos tempo para fazer um levantamento mais amplo”, diz Galassi, o presidente da Apas. De acordo com ele, a Extrusa-Pack foi escolhida porque tinha “certificados internacionais” provando que sua sacola era de boa qualidade. “Mas isso é detalhe, nosso objetivo não é vender sacolas, na verdade, queremos que o consumidor não use nem mesmo as biodegradáveis”, diz ele.

A partir de quarta-feira será possível saber que caminho, de fato, esse setor irá seguir. Para todos os envolvidos na questão, o resultado do acordo entre os supermercados paulistas ainda é uma incógnita, que só será respondida pelo consumidor.

Postagens populares

Pôr do Sol Perfeito...

Oceano perpétuo - animação da NASA mostra o movimento dos oceanos. Engrenagem q oxigena a vida!

Em breve a China impactará o mundo! Motor Magnético Chinês.

MÃE NATUREZA

Twitter

Vida Sustentável 2 - André Trigueiro

Seja Bem Vindo!

Na nave Terra não há passageiros, só tripulantes. Cabe a cada um de nós assumir o seu posto!

Não importa o que as pessoas lhe digam...sim, palavras e idéias, podem mudar o mundo.

Vou postar aqui videos, textos de conscientização ecológica e links de sites importantes do gênero. Seja um frequentador assíduo deste espaço e contribua também. Seus textos e dicas são sempre bem vindos! Abrçs!


Motor Magnético - Holanda

VIDEOGRAFICO USINA DE BELO MONTE

ESTUDE INGLÊS E ESPANHOL POR CONTA PRÓPRIA!

Powered By Blogger