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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Quais são os objetos mais jogados no esgoto?

Nada de xixi e cocô. Estamos falando de bonecas, cápsulas de droga, cuecas, chinelos e otras cositas más.
 
 Faltam latas de lixo nas residências brasileiras? Pelo menos é o que parece, olhando para o levantamento inédito da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (a Sabesp), que recolheu e examinou os restos encontrados nos esgotos.

Como os sistemas de coleta de água são separados - o que vem da rua e o que vem das residências não se misturam -, é possível determinar quais são os detritos jogados nas privadas e nas pias das casas.

É tanto lixo que entre janeiro de 2007 e janeiro de 2011, o sistema sofreu em média 3 paralisações por mês.

Veja aqui o que obstrui o caminho do esgoto. 

Superinteressante - 09/2011.

 
Esta pesquisa  foi feita na Estação de Tratamento do ABC, que cuida do ABC paulista, e de Higienópolis e Sacomã, em São Paulo, durante o período de um mês.

 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/quais-sao-objetos-mais-jogados-esgoto-643441.shtml

Fonte: Planeta Sustentável- Abril

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Onde descartar aparelhos eletrônicos

Saiba o que fazer com seu computador velho ou seu celular trocado

Anna Carolina Oliveira | 24/01/2012
Lixo eletrônico - Descarte de computador-Cada coisa no seu lugar: saiba onde jogar fora seu lixo eletrônico
Cada coisa no seu lugar: saiba onde jogar fora seu lixo eletrônico.

Com o avanço da tecnologia, não demora muito e seu computador fica defasado. Ao trocar a máquina, eis a dúvida: o que fazer com o PC antigo? Livrar-se do aparelho vira uma tarefa mais complexa do que pagar as prestações do notebook novo.

Essa é uma das razões para o aumento do volume de lixo eletrônico gradual no Brasil. Segundo o último estudo divulgado pela ONU, o país é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre as nações emergentes.


Com um pouco de boa vontade, porém, é possível ajudar o meio ambiente. A cidade de São Paulo já oferece algumas alternativas e soluções para o descarte consciente dos gadgets, como o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (CEDIR). Só entre janeiro e junho do ano passado, o galpão de reciclagem eletrônica da USP recebeu 42 toneladas de equipamentos (1.439 monitores, 1.202 CPUs e 511 impressoras).

Para deixar seus equipamentos lá, basta agendar uma visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454. Vale ressaltar que o local recebe apenas lixo eletrônico de pessoas físicas.


Outra opção é entrar em contato com o próprio fabricante da máquina. Empresas como DELL, HP, Positivo e Itautec fazem a coleta do equipamento antigo. Todas oferecem o serviço de graça, mas antes é preciso que seja feito um agendamento por telefone ou e-mail. Fique atento apenas aos detalhes. A HP, por exemplo, só recolhe cartuchos de impressa se o cliente entregar um mínimo de cinco unidades do de toner ou dez unidades do de tinta.

Há ainda na internet o site E-LIXO MAPS, uma iniciativa do Instituto Sergio Motta em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A ferramenta indica os pontos de coleta mais próximos do local consultado — hoje, são aproximadamente 3.000 postos cadastrados. Basta digitar o endereço e selecionar o tipo de lixo a ser descartado (bateria de celular, videogames, brinquedos, caixas de som, calculadoras etc.). Vale ressaltar que a maioria não possui o serviço de coleta, portanto o usuário deve ir ao endereço indicado.
E se não houver pontos de descarte no meu bairro?

Além do Centro de Descarte da USP, do E-LIXO MAPS e dos fabricantes que recebem eletrônicos, a Prefeitura de São Paulo possui uma central de triagem de eletroeletrônicos para recebimento e tratamento destes materiais. A Coopermiti está instalada na Rua Doutor Sérgio Meira, 268, em Santa Cecília, na Zona Oeste, e realiza coletas aos sábados na região da Lapa e do Campo Limpo. O descarte dos eletrônicos também pode ser feito no Parque da Previdência (Rua Pedro Peccinini, 88, Jardim Ademar — Santa Cecília) e no Luiz Carlos Prestes (Rua João Della Manna, 665, Rolinópolis — Butantã).

Há ainda outra opção. O paulistano pode agendar o recolhimento de materiais pelo telefone 3666-9014. Mas, atenção: neste caso, a Coopermiti só vai até o local se for para recolher grande quantidade de lixo eletrônico ou no caso de materiais maiores, como refrigeradores.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clientes adotam bolsas 'fashion' no lugar de sacolas de supermercados.

Beleza, design e durabilidade atraem consumidores das ecobags.
Sacolas plásticas saem de circulação a partir desta quarta (25) em SP.
 

O casal Roberta Urada, de 32 anos, e Luiz Felipe Aguiar, 34, que escolheram suas ecobags levando em conta a beleza das estampas e o design (Foto: Rafael Sampaio/G1) 
O casal Roberta Urata, de 32 anos, e Luiz Felipe Aguiar, de 34, escolheram suas ecobags levando em conta a beleza das estampas e o design. Eles pretendem levá-las para a Austrália (Foto: Rafael Sampaio/G1).
 
 Estampas coloridas, design diferenciado, beleza e durabilidade. São essas as características que os consumidores estão levando em conta na hora de comprar bolsas reutilizáveis, as chamadas ecobags, para substituir as sacolas plásticas tradicionais nos mercados de São Paulo. A partir desta quarta-feira (25), a maioria dos supermercados do estado deixará de fornecer as sacolinhas. 
 
O design e as cores das bolsas de ráfia do Pão de Açúcar da Vila Clementino, na Zona Sul, atraíram o arquiteto Luiz Felipe Aguiar, de 34 anos, e a administradora Roberta Urata, de 32. Eles moram na Austrália e decidiram levar duas ecobags "fashion" para o país, para onde voltam na próxima semana. "Me parece um bom produto. Se você fizer uma coisa bacana, que não é só prática, mas também bonita, as pessoas vão querer mais e vão comprar", ressalta Aguiar.

O casal, que vive há seis anos em Perth, na parte ocidental da Austrália, afirma que as bolsas de lá rasgam com facilidade. "Eles não fornecem sacola plástica de maneira alguma nos mercados de lá. As que você pode comprar no supermercado são mais frágeis que essas daqui [de ráfia], elas são feitas de um tecido parecido com feltro", diz o arquiteto. Roberta elogia as fotos em close de frutas e as cores das ecobags.
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, afirma escolher suas bolsas pela cor - ela tem mais de dez em casa. Na hora das compras no supermercado, ela levava duas ecobags vermelhas. "Eu procuro cores alegres, imagens interessantes. Eu tenho de várias cores, mas adoro vermelho", diz, rindo.
Arte sacolinhas (Foto: Editoria de Arte/G1)
A resistência dos materiais também faz diferença para Marina. "Uso algumas bolsas [de outras lojas], quando são fortes, de um material que você consegue pôr bastante peso", afirma. Ela considera que as ecobags ajudam a ser mais objetiva no supermercado e evitar compras desnecessárias. "Eu levo menos coisas, o que é bom, eu controlo o que é necessário [comprar]."
Apesar de não estar com a sua ecobag preferida, a advogada Luciana do Rosário Pires, de 33 anos, afirma que a estética faz diferença na hora de comprar as bolsas. "Carregar no ombro uma ecobag mais bonitinha é melhor do que levar as sacolinhas de plástico na mão", diz.

O G1 percorreu supermercados de três redes (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonda) e encontrou ao menos oito tipos diferentes de bolsas reutilizáveis - feitas de lona, de algodão, de plástico reciclado de garrafas PET, de tecido TNT e de ráfia (tipo de plástico, também conhecido como polipropileno). Os preços variam de R$ 1,99 a R$ 13,90.

A orientação dada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) é que as redes ofereçam ao menos um tipo de sacola a preço de custo. Existem também outras opções: carrinhos com bolsas adaptadas, caixas de plástico dobrável, caixas de papelão e sacolas biodegradáveis (chamadas também de biocompostáveis). Em todos os supermercados havia caixas de papelão gratuitas à disposição dos clientes e sacolas biocompostáveis - vendidas a R$ 0,19, em média.
A terapeuta corporal Marina Allodi, 42, escolhe as ecobags pela cor e tem dez modelos diferentes em casa (Foto: Rafael Sampaio/G1) 
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, escolhe as ecobags pela cor e tem dez modelos diferentes em casa (Foto: Rafael Sampaio/G1).
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fabricantes de sacolas "verdes" reduzem custos e brigam por mercado milionário

Sacolas biodegradáveis mais baratas abrem espaço para supermercadistas terem lucro com fim da distribuição gratuíta em São Paulo a partir desta quarta.

Foto: AE Ampliar

Cerca de 5,2 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas em São Paulo todos os anos. Os fabricantes de sacolas plásticas andam vivendo dias de aparente indecisão. De um lado, gritam quase em uníssono pela voz de sua entidade de classe – a Abief – que o acordo entre os supermercados e o Estado de São Paulo é apenas um engodo à população, que tem como objetivo verdadeiro melhorar a imagem do governo e encher ainda mais os bolsos das grandes empresas que dominam o setor. Do outro, de forma bem mais silenciosa, essas mesmas empresas travam uma batalha para conquistar um mercado que promete ser crescente e lucrativo: o das sacolas plásticas biodegradáveis, eleitas por essas mesmas empresas como as inimigas número um do setor.


Feitas à imagem e à semelhança das sacolinhas tradicionais, as biodegradáveis, ou compostáveis, levam fibra natural em sua composição, em geral uma resina de amido de milho, o que lhe garantiria características menos poluentes. Pelo acordo entre a Associação Paulista dos Supermercados, a Apas, e o governo de São Paulo, elas serão as substitutas das sacolinhas tradicionais. Mas com a grande diferença de que serão cobradas pelos supermercados, e não distribuídas gratuitamente. O valor já está até definido: vai variar entre R$ 0,19 a R$ 0,25. “Será o preço de custo, até recomendamos os supermercados a colocar o valor da nota na parede”, diz João Carlos Galassi, presidente da APAS.

Essa é a promessa. Na prática, no entanto, pouca gente crê que as grandes redes varejistas irão abrir mão da possibilidade de ter lucro com a venda das sacolinhas biodegradáveis. E é por isso que a indústria de embalagens flexíveis anda tão alvoroçada nessas últimas semanas. Quase todas as grandes empresas do setor – algumas chegam a fabricar 300 milhões de sacolas tradicionais por mês – já iniciaram a produção das biodegradáveis. Apesar de praticamente nenhuma delas tocar no assunto de forma pública, todas estão correndo para reduzir os custos a fim de oferecer melhor preço aos supermercadistas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, chega a afirmar que o custo dessas sacolas será de apenas R$ 0,07, apesar de poucas empresas que fazem parte da associação que ele preside concordarem com esse valor.

Não há dúvida de que as sacolas plásticas contribuem de forma aguda para a degradação do meio ambiente e para a piora do bem estar dos moradores das grandes metrópoles brasileiras. As chuvas que transformam São Paulo em uma Veneza de mau gosto  no fim das tardes de verão são prova irrefutáveis disso. Mas não há dúvida também de que essas mesmas sacolinhas fazem parte de um negócio milionário. A estimativa é de 5,2 bilhões delas sejam distribuídas gratuitamente todos os anos apenas no estado de São Paulo. Os supermercados pagam em média R$ 0,03, o que gera um gasto anual apenas em São Paulo de R$ 150 milhões.

Com o preço praticamente tabelado pelo acordo entre a Apas e o governo de São Paulo, abre-se espaço para que as redes varejistas lucrem de forma substancial com a venda das sacolas briodegradáveis, caso encontrem quem a fabrique por menos de R$ 0,19. O que não é nada difícil. A Macropolastic, por exemplo, já o faz. Uma das grandes do setor – produz 150 milhões de sacolas plásticas tradicionais por mês – a empresa com sede em Curitiba oferece as biodegradáveis por preços que variam de R$ 0,13 a R$ 0,15, a depender do acabamento da sacola, como a impressão. “Para mim não vai mudar nada, porque o valor agregado é maior nessa sacola”, diz Valdir Amorim, gerente comercial da Macroplastic. “Mas está muito claro que eles vão lucrar com a venda delas, principalmente se seguirem a tabela da Apas”, diz ele, que já tem encomenda para produzir 20 milhões de sacolas biodegradáveis por mês.

Valdir e a Macroplastic são uma exceção no mercado. Quase nenhuma empresa do setor fala publicamente sobre o assunto, seja por não querer se indispor com a Abief, que se coloca radicalmente contra as tais sacolinhas biodegradáveis, ou para não contradizer a Apas em relação ao preço mínimo da sacola. “Não adianta, ninguém vai se pronunciar sobre o preço que está oferecendo a biodegradável, esse é um assunto tabu, mas é raro quem esteja vendendo a R$ 0,19, em geral é menos”, diz a executiva de uma empresa do setor, que, por razões óbvias, prefere se manter no anonimato. Sua empresa, por exemplo, vende as biodegradáveis a R$ 0,16 a unidade caso o pedido seja superior a 1 milhão de sacolinhas.

O valor mínimo determinado como aceitável pela Apas é outro ponto polêmico. A entidade baseou-se na experiência de apenas uma empresa para chegar aos R$ 0,19. Trata-se de Extrusa-Pack, uma empresa com sede em São Paulo e que tem como clientes os principais supermercados de São Paulo. “Não buscamos outras empresas porque essas sacolas nunca foram nosso ponto principal, tínhamos outras coisas a discutir e não tivemos tempo para fazer um levantamento mais amplo”, diz Galassi, o presidente da Apas. De acordo com ele, a Extrusa-Pack foi escolhida porque tinha “certificados internacionais” provando que sua sacola era de boa qualidade. “Mas isso é detalhe, nosso objetivo não é vender sacolas, na verdade, queremos que o consumidor não use nem mesmo as biodegradáveis”, diz ele.

A partir de quarta-feira será possível saber que caminho, de fato, esse setor irá seguir. Para todos os envolvidos na questão, o resultado do acordo entre os supermercados paulistas ainda é uma incógnita, que só será respondida pelo consumidor.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Todos Fazemos Parte da Mesma Rede...



Todos os homens estão presos numa teia inescapável de mutualidade, entrelaçados num único tecido do destino. O que quer que afete a um diretamente, afeta a todos indiretamente.” Martin Luther King
“Minha vontade era sair gritando ante as queimadas que destroem as florestas.Como seria confinado num manicômio, decidi denunciar esses crimes através da arte.” Frans Krajcberg

“Árvores são poemas que a terra escreve para o céu. Nós a derrubamos e as transformamos em papel para registrar  nele todo o nosso vazio.”
Kahlil Gibran

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fabricação de cada computador consome 1.800 quilos de materiais.

Agostinho Rosa - 09/03/2007

Você sabe quanto pesa o seu computador? Embora possa não ter o dado preciso, você poderia fazer uma boa estimava, com uma grande possibilidade de não errar muito. Mas e quanto pesa todo o material gasto no processo produtivo que transformou todas as matérias-primas, até fazê-las tomar a forma de computador?

O dado é impressionante e acaba de ser divulgado pela Universidade das Nações Unidas. Em um estudo coordenado pelo professor Ruediger Kuehr, os pesquisadores descobriram que nada menos de 1,8 tonelada de materiais dos mais diversos tipos são utilizados para se construir um único computador.
O cálculo foi feito tomando-se como base um computador de mesa com um monitor CRT de 17 polegadas. Somente em combustíveis fósseis, o processo de fabricação de um computador consome mais de 10 vezes o seu próprio peso.

São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de produtos químicos e - talvez o dado mais impressionante - 1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador propriamente dito, exige lavagens seguidas em água extremamente pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente.

O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material- intensiva - em termos de peso - do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis.

Reciclagem de computadores

Mas esta não é a única razão pela qual os pesquisadores das Nações Unidas estão preocupados com a reciclagem de computadores e de todo tipo de equipamento eletrônico. Além do desperdício e do seu grande potencial poluidor e até mesmo tóxico, o chamado e-lixo, ou lixo eletrônico, está fazendo um estrago nas cotações dos metais utilizados na fabricação de componentes e circuitos eletrônicos.

Reciclagem de Computares - e-lixo - Sucata eletrônica 


 A primeira preocupação é facilmente perceptível. O simples descarte dos equipamentos eletrônicos tecnicamente obsoletos representa um desperdício enorme de recursos. "Há mais do que ouro nessas montanhas de sucata de alta tecnologia," comenta o Dr. Kuehr. E não é força de expressão: o ouro está mesmo presente nos contatos dos microprocessadores, das memórias e da maioria dos circuitos integrados.



Metais preciosos nos computadores

Além do ouro, da prata e do paládio, os computadores contêm cobre, estanho, gálio, índio e mais um família inteira de metais únicos e indispensáveis e, portanto, de altíssimo valor.O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de equipamentos fabricados todos os anos.

Nos últimos cinco anos, o preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco, não é possível simplesmente produzir mais, porque não há produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais são limitadas. 

Graças a isso, alguns esforços de reciclagem do índio já estão sendo feitos na Bélgica, no Japão e nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O Japão já consegue retirar metade de suas necessidades anuais do elemento a partir da reciclagem.
E o índio não é o único exemplo. O preço de mercado de outros metais necessários à indústria eletrônica, mesmo que em pequenas quantidades, também disparou. Embora o preço do bismuto, utilizado em soldas sem chumbo, tenha apenas dobrado nos últimos dois anos, o preço do rutênio, utilizado em resistores e em discos rígidos, foi multiplicado por sete.

Ciclo de reciclagem


Reciclagem de Computares - e-lixo - Sucata eletrônica
 "Os grandes picos de preços de todos esses elemento especiais que dependem da produção de metais como zinco, cobre, chumbo ou platina, ressaltam que a manutenção da oferta a preços competitivos não poderá ser garantida indefinidamente a menos que sejam estabelecidos ciclos eficientes de reciclagem para recuperá-los a partir dos produtos obsoletos," diz o Dr. Kuehr.
 Só que, da mesma maneira que esses elementos são geralmente sub-produtos, aparecendo em quantidades-traço em relação aos metais principais que a mineração está explorando, eles também aparecem em quantidades-traço na sucata. E reciclá- los é também uma questão de alta tecnologia, que exigirá processos de alta tecnologia. 

Mas é essencial fazê-lo, diz o relatório da Universidade das Nações Unidas. O setor de telecomunicações e tecnologia da informação já responde por 7,7% do produto mundial, segundo dados da OCDE. Só os equipamentos são responsáveis por algo entre 4% (Estados Unidos) e 7% (Alemanha), variando conforme a região e o país. É impensável continuar a desperdiçar recursos dessa magnitude, simplesmente descartando esses bens obsoletos ou queimando-os e lançando seus gases tóxicos na atmosfera.

Doação de computadores

Os pesquisadores da ONU também detectaram um problema inédito: uma espécie de "caridade do amigo-da-onça". Algumas empresas de má fé, situadas nos países centrais, estão enviando computadores para os países mais pobres não porque estejam preocupados com a inclusão digital ou com a melhoria da educação nesses países: elas estão simplesmente se livrando de forma desonesta e ilegal de equipamentos cujo descarte seria problemática em seus países e cuja reciclagem é ainda técnica e economicamente pouco interessante.
Essas empresas inescrupulosas contam com a própria incapacidade dos países pobre e em desenvolvimento em viabilizarem o uso imediato dos equipamentos, que acabarão ficando encostados sem que ninguém verifique sequer se eles realmente funcionam. E os que ainda têm condições de funcionar, logo deixarão de ter utilidade, graças ao ritmo alucinante da obsolescência técnica.

Projeto StEP

Para ajudar a organizar esforços mundiais no sentido de se viabilizar a reciclagem de produtos eletrônicos em larga escala e em nível mundial, as Nações Unidas lançaram o programa StEP ("Solving the E-Waste Problem") - resolvendo o problema do e-lixo (lixo eletrônico).

 Reciclagem de Computares - e-lixo - Sucata eletrônicaO projeto StEP já conta com o apoio das maiores empresas fabricantes de equipamentos de informática e telecomunicações do mundo. Esse esforço conjunto almeja criar padrões mundiais de processos de reciclagem de sucata eletrônica, aumentar a vida útil dos produtos eletrônicos e desenvolver mercados para sua reutilização.

As Nações Unidos pretendem ainda dar aos países elementos que permitam a harmonização das legislações nacionais quanto ao tratamento das sucatas eletrônicas e a coordenação de esforços públicos e privados no sentido de re-transformar o lixo eletrônico em riqueza.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ECOVILAS, COMUNIDADES, ASSENTAMENTOS HUMANOS.




Ecovila é um modelo de assentamento humano sustentável. São comunidades urbanas ou rurais de pessoas que tem a intenção de integrar uma vida social harmônica a um estilo de vida sustentável. 

Para alcançar este objetivo, as ecovilas incluem em sua organização muitas práticas como:
  1. Produção local e orgânica de alimentos;
  2. Utilização de sistemas de energias renováveis;
  3. Utilização de material de baixo impacto ambiental nas construções (bioconstrução ou arquitetura sustentável);
  4. Criação de esquemas de apoio social e familiar;
  5. Diversidade cultural e espiritual;
  6. Economia solidária, cooperativismo e rede de trocas;
  7. Educação transdisciplinar e holística;
  8. Sistema de Saúde integral e preventivo;
  9. Preservação e manejo de ecossistemas locais;
  10. Comunicação e ativismo global e local.
Ao longo de milhares de anos a humanidade viveu em comunidades sustentáveis, em contato íntimo com a natureza, desenvolvendo uma gigantesca diversidade cultural, onde em geral imperava uma estrutura social de apoio mútuo e cooperação.

 O evento da sociedade patriarcal e guerreira é bastante recente (16.000 anos) [1], mas tem causado um grande impacto no planeta. Enquanto isso as sociedades tradicionais lutam por sobreviver.
Neste contexto as ecovilas surgem como modelos alternativos ao padrão insustentável das sociedades modernas, incorporando os antigos conhecimentos com a moderna ciência e filosofia.
 De acordo com um número crescente de cientistas, teremos que aprender a viver de forma sustentável, se quisermos sobreviver como espécie.

Os modelos de sustentabilidade desenvolvidos ao longo de mais de 40 anos pelas milhares de ecovilas ao redor do mundo formam um grande banco de dados de soluções aos atuais problemas da humanidade e fonte de riquíssimas experiências que podem ajudar a reconectar as pessoas à Terra numa forma que permita o bem estar de todas as formas de vida e futuras gerações.

Os defensores das ecovilas afirmam que o ser humano é capaz de criar uma vida cheia de amor e sentido. E essa seria a parte central numa ecovila, sua vida social, cultural e espiritual. Segundo eles, os seres humanos são seres sociais e amorosos por natureza, apesar de a cultura ocidental moderna valorizar em excesso o indivilualismo, a competição, a violência, o poder, o controle, a desconfiança e a apropriação. Reconectar os seres humanos a sua natureza significaria barrar estes valores, limpando esta carga cultural, e colocando a cooperação, o amor, o respeito, a transparência, a solidariedade e a confiança novamente no centro de suas vidas.

Em 1998, as ecovilas foram nomeadas oficialmente na lista da ONU das 100 melhores práticas para o desenvolvimento sustentável, como modelos excelentes de vida sustentável. Elas surgem de acordo com as características de suas próprias bio-regiões e englobam tipicamente quatro dimensões: a social, a ecológica, a cultural e a espiritual, combinadas numa abordagem que estimula o desenvolvimento comunitário e pessoal.

Numa Ecovila, EcoAldeia, EcoComunidade, está a celebração da diversidade cultural, espiritual e ecológica e o impulso para se recriar comunidades humanas em que as pessoas possam redescobrir as relações saudáveis e sustentáveis consigo mesmas, a sociedade e a Terra. O modelo de ecovila tem proposto soluções viáveis para erradicação da pobreza e da degradação do meio-ambiente e combina um contexto de apoio sócio-cultural com um estilo de vida de baixo impacto.

O cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, usou pela primeira vez este termo para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem. O que é sustentado numa ecovila não é o crescimento econômico ou o desenvolvimento, mas toda a rede de vida da qual depende nossa sobrevivência futura de longo prazo. Uma ecovila é programada de tal maneira que os negócios, as estruturas físicas e tecnológicas não interfiram com a habilidade inerente à natureza de manter a vida. 

Um dos princípios fundamentais do modelo é não tirar da Terra mais do que podemos devolver à ela. E assim fazendo, potencialmente, a comunidade pode continuar indefinidamente. Um dos conceitos utilizados nas ecovilas é o da permacultura, que é um sistema de design sustentável.
A implementação das ecovilas envolve um esforço das bases, de baixo para cima, mais do que a abordagem de cima para baixo.

Cada ecovila dentro do seu próprio contexto cultural e ambiental, busca e demonstra soluções locais, usando tecnologias apropriadas, materiais locais, know-how local e antes de tudo oferecendo soluções compatíveis e acessíveis a todos.

O conceito de ecovila tem sido promovido e implementado por grupos espalhados pelo planeta, muitas vezes com recursos limitados e mínimo apoio institucional ou governamental. Estes grupos demonstram exemplos viáveis de vida auto-sustentada, modelos positivos traduzidos em realidade, para que outros grupos e indivíduos possam aprender, e inspirar-se onde o sucesso já foi alcançado.

Essa é a missão do movimento das ecovilas: explorar novas fronteiras e praticar aplicações concretas para a sustentabilidade. Nesta busca elas tecem uma filosofia de harmonia e paixão, sonho e visão, de terra e cosmo, de tecnologia e espírito, de educação e ativismo, de dança e canto, de ciclo e equilíbrio, de morte e renovação. Ecovilas, em síntese, honram, restauram e celebram os quatro elementos e seus processos interconectados na Natureza e nas pessoas.

 
Segundo a Global Ecovillage Network (GEN) “Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas de pessoas, que buscam integrar um ambiente social assegurador de um estilo de vida de baixo impacto ecológico. Para atingir este objetivo, as ecovilas integram vários aspectos  do projeto ecológico, permacultura, construções de baixo impacto, produção verde, energia alternativa, práticas de fortalecimento de comunidade e muito mais”. Abaixo links das ecovilas, centros de permacultura, coletivos e redes sociais correlacionadas,  no Brasil e no mundo:























































































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